A lenda das lágrimas da Sereia

vidro do oceano

Vidro do Mar (também conhecido como vidro da praia, lágrimas de sereia, lágrimas da sorte, e muitos outros nomes) é o vidro encontrado nas praias ao longo do oceanos ou grandes lagos que foi tombado e suavizado pela água e areia, criando pequenos pedaços de vidro liso, fosco.

As sereias podiam mudar o poderosos curso da natureza, mas foram proibidas a fazê-lo por Netuno, deus do mar. Em uma noite escura, devastada pela tempestade, com velas se rasgando e mastros se quebrando, uma barca lutava para encontrar segurança em uma costa. A barca estava familiarizada com uma sereia que nadava ao seu lado… ela tinha resistido a muitas navegações com o navio e o seu capitão. Enquanto o navio lutava para aguentar os violentos ventos, o capitão perdeu o domínio sobre o mastro, tombando perigosamente perto do mar revolto. Em um instante, a sereia acalmou o vento e domou as ondas, mudando o curso da natureza e salvando a vida de um homem que ela tinha crescido amando de longe. Por causa de seu ato impetuoso, Netuno baniu a triste sereia para as profundezas do ocenao, condenando-a por toda a eternidade a nunca voltar à superfície ou nadar com os navios novamente. A partir deste dias, suas lágrimas apareceram nas praias como vidros do mar: tesouros cristalinos em cores mágicas, um lembrete eterno do amor verdadeiro.

Bibliografia:
The Legend of Mermaid tears
Vidro do mar

Lenda da Sereia da Praia

sereia da praiaA lenda passa-se no tempo do povoamento da ilha, quando os lugares ainda não tinham nome. Numa noite de lua cheia um pescador avistou a boiar calmamente sobre as águas, em direcção à praia, uma mulher de longos cabelos negros e olhos castanhos, que ondulavam como o mar na aragem. Nua da cintura para cima, o seu corpo era de uma beleza única e esplendorosa, com um rosto de extrema suavidade.

O pescador, no areal, ficou deslumbrado com tão rara visão. Espantado e curioso, aproximou-se para averiguar, e quando já estava muito perto da mulher, que brincava nas águas envoltas em luar, percebeu com algum medo que o pescoço da mulher se encontrava desfigurado pelo que lhes pareciam guelras. Da cintura para baixo, apresentava a anatomia de um peixe. Uma sereia!, exclamou o homem espantado com a visão.

Perdido entre o medo e a aflição de não saber o que fazer, e consciente das histórias que se contavam das sereias que encantavam os homens e que os levavam para nunca mais serem vistos, o pescador julgou ser obra do diabo e começou a esconjurar a aparição. Mal o fez, a mulher presa no corpo de sereia voltou a ser simplesmente mulher, saindo das águas nua e pura, envolta em luar.

A lenda não informa se os dois foram felizes para sempre, mas está na origem do nome atribuído a esta praia no mapa feito pelo cosmógrafo real Luís Teixeira em 1584, para Filipe II de Espanha, aquando da sua viagem aos Açores nesse ano, que lhe atribuiu o nome de Plaia Hermosa – Praia Formosa.

Fonte.