A lenda das lágrimas da Sereia

vidro do oceano

Vidro do Mar (também conhecido como vidro da praia, lágrimas de sereia, lágrimas da sorte, e muitos outros nomes) é o vidro encontrado nas praias ao longo do oceanos ou grandes lagos que foi tombado e suavizado pela água e areia, criando pequenos pedaços de vidro liso, fosco.

As sereias podiam mudar o poderosos curso da natureza, mas foram proibidas a fazê-lo por Netuno, deus do mar. Em uma noite escura, devastada pela tempestade, com velas se rasgando e mastros se quebrando, uma barca lutava para encontrar segurança em uma costa. A barca estava familiarizada com uma sereia que nadava ao seu lado… ela tinha resistido a muitas navegações com o navio e o seu capitão. Enquanto o navio lutava para aguentar os violentos ventos, o capitão perdeu o domínio sobre o mastro, tombando perigosamente perto do mar revolto. Em um instante, a sereia acalmou o vento e domou as ondas, mudando o curso da natureza e salvando a vida de um homem que ela tinha crescido amando de longe. Por causa de seu ato impetuoso, Netuno baniu a triste sereia para as profundezas do ocenao, condenando-a por toda a eternidade a nunca voltar à superfície ou nadar com os navios novamente. A partir deste dias, suas lágrimas apareceram nas praias como vidros do mar: tesouros cristalinos em cores mágicas, um lembrete eterno do amor verdadeiro.

Bibliografia:
The Legend of Mermaid tears
Vidro do mar

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As Iaras do Sítio do Picapau Amarelo

O Sítio do Picapau Amarelo é uma série de televisão brasileira que estreou em 12 de outubro de 2001 e durou até 7 de dezembro de 2007. Durante as temporadas, o elenco da série passou por várias modificações, incluindo a personagem Iara, que foi não só interpretada por várias atrizes, mas cuja aparência mudou drasticamente em cada temporada.

Iara é  a Mãe D’água, uma espécie de sereia protetora do riacho. Muito vaidosa, não aceita que ninguém de beleza superior ronde seu território. Tem mania de transformar homens em pedra, para enfeitar seu habitat, e o único não afetado é o Saci.

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Ano de 2001/2003: Daniele Valente

Nos anos de 2001 e 2003, a sereia Iara foi interpretada por Daniele Valente. Muito bem caracterizada, essa Iara tinha uma cauda dourada e cabelos verdes, com um top verde e azul, que muitas vezes era escondido com o abundante cabelo da personagem. Geralmente usando uma tiara de folhas, a sereia quando se transformava em humana tinha sua cauda transformada em pernas e para cobrí-las surgia uma longa saia azul.

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Ano 2002: Ticiane Pinheiro

Uma das mais curiosas versões da Iara foi a desse ano, de longo cabelo azul e top e cauda cor de carne. Como se pode notar, ambos são feitos de um material parecido com plástico, e a cauda é certamente uma das mais esquisitas que já vi, com o tamanho exacerbado da ponta (em uma das cenas em que Iara pula no rio, é perceptível a dificuldade da atriz em se mover).

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Ano de 2004:  Lílian Cordeiro

Sem sombras de dúvida a Iara mais estranha de todas do Sítio foi a do ano de 2004, em que usava uma blusa de manga comprida verde, provavelmente para imitar escamas. Pelo que pude entender, quando Iara está em sua forma de peixe, ela fica toda verde (embora ela continue com pernas, semiescondidas na longa saia verde que a personagem usa – seria aquilo uma cauda?). Já quando vira “humana”, Iara fica praticamente seminua, com algas estrategicamente colocadas para tampar seus seios, um colar de conchas e uma saia verde de “algas”.

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Ano de 2005 : Lílian Cordeiro

Sem dúvida uma das Iara mais bem caracterizadas do Sítio, no ano de 2005 a personagem teve uma bela cauda verde e um top, também verde. De cabelos pretos, a sereia em sua forma humana continuava com o top de sua forma de sereia e com a mesma saia de algas do ano de 2004.

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Ano de 2007: Juliana Galvão

Não consegui nenhuma imagem da cauda do ano de 2007, e é possível que a Iara deste ano não teve cauda, igual a do ano de 2004. Nessa versão, a sereia uma uma coroa bem original de pérolas e vidro. Em todas as versões disponíveis na internet, a atriz usa o mesmo figurino – uma espécie de vestido tomara-que-caia bege e tecidos verdes por baixo. Essa foi a única Iara que usou tatuagens e pulseiras.

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A Bela Menina e o Peixe/O Marido-Peixe

Fish Husband. De Troy Howell.Muito tempo atrás, nos dias em que havia muita magia em todos os lugares, vivia uma linda menina. Muitos jovens de sua cidade desejavam se casar com ela, mas ela recusava todas as ofertas, dizendo que seu marido teria que ser o homem mais bonito de toda a terra. Um dia, quando estava ocupada no mercado, ela viu um homem muito bonito e imediatamente se apaixonou por ele. Indo até ele, disse-lhe como ela era atraída por sua aparência, e que ela queria tornar-se sua esposa.

‘Eu gostaria muito de ter você como minha esposa, mas infelizmente eu não sou um homem, e não sou do seu povo, pois eu venho do rio em Idunmaibo. Veja, eu sou um peixe, e quando não estou vivendo na água, os deuses deram-me o poder de transformar-me em um homem jovem, mas meu lar é no rio e para lá devo retornar’, respondeu o estranho.

‘Não importa’, respondeu a menina. ‘Você pode ser peixe ou homem, mas eu ainda te amo. Se você prometer sair da água de vez em quando, e me ver como você está agora, eu terei prazer em me casar com você’.

‘Que assim seja, então’ respondeu o homem-peixe, e ele levou a menina para Idunmaibo e eles foram para um determinado lugar na margem do rio. ‘Aqui é a minha casa’, disse o homem-peixe. ‘Sempre que você me quiser, basta vir a este lugar e cantar uma canção mágica que eu te ensinarei’. Então o jovem homem-peixe cantou:

Ó belo peixe do rio,
Posso olhar através das águas que correm?
Através da superfície do rio eu vou te ver.
O Rio encantador que se parece com prata e pedras preciosas
Com palácio debaixo, mais linda
Do que o palácio dos reis dos homens.

Em seguida, o homem-peixe mergulhou na água e se perdeu de vista. Todos os dias a menina preparava algumas guloseimas para seu amante, levava para Idunmaibo e cantava a canção mágica para que o peixe viesse à superfície. Ele se transformava em homem, subia em um banco e passava algum tempo com sua esposa. Ele costumava trazer para ela muitas pedras do rio e fornecia a ela tudo que precisava. Eles estavam muito felizes e se amavam muito.

Um dia, os pais da menina perguntaram se havia alguém que ela desejava se casar. Ela respondeu que tinha um marido, mas que não podia revelar que mera. Eles ficaram muito intrigados com esta resposta e observaram enquanto ela preparava a comida para seu marido e ia embora. Seu irmão pequeno tinha pedido várias vezes para acompanhá-la enquanto ela levava comida, mas ela lhe disse que ela deveria ir sozinha e que ninguém deveria seguí-la. Esta resposta só despertou a curiosidade do menino, e ele seguiu-a para ver aonde ela ia e o que fazia com a comida. Por meio de magia, ele se transformou em uma mosca e seguiu sua irmã até Idunmaibo, nas margens do rio.

Lá, ele a ouviu cantar a canção mágica e viu o homem-peixe sair do rio e virar homem. Assim, ele aprendeu as palavras da canção mágica. Depois de comerem sua comida, o homem-peixe disse adeus a sua esposa e pulou de volta para a água. O menino voltou então para casa, se transformou de novo em menino, e foi direto contar a seus pais o que ele tinha visto, e que sua irmã tinha casado com um peixe.

O pai e a mãe da menina ficaram muito irritados quando ouviram a história do menino. Mas eles decidiram não dizer nada a sua filha quando ela voltou. Ao invés disso, ficou acertado que ela seria enviada para o povo de seu pai por alguns dias enquanto eles decidiam o que fazer. Então, a menina foi mandada para longe, para muita tristeza sua, pois o povoado de seu pai morava longe e ela não seria capaz de visitar seu marido durante sua ausência.

Quando a menina foi embora, o pai disse ao menino para levá-lo a Idunmaibo e cantar a canção mágina nas margens do rio. Quando chegaram ao local, o menino, imitando a voz da irmã, cantou a canção e o peixe saiu da água. O pai estava esperando por perto, e quando o homem subiu no banco, o pai matou-o com seu machado e jogou-o na água. Como o homem-peixe morreu na água, ele transformou-se lentamente em peixe.

‘Eu vou punir minha filha por este ato perverso’, gritou o pai e mandou seu filho tirar o peixe da água e levá-lo para casa. O peixe foi então seco e guardado para a quando a garota voltasse. Dois dias depois ela voltou, feliz por estar de volta perto do rio e de seu marido novamente. Ela estava ansiosa para deixar o povo de seu pai e ir ao rio, mas seu pai ordenou que ela se sentasse e comece algo antes de ir.

‘Sua mãe preparou um peixe para você’, ele disse.

‘Eu não estou com fome, Pai, eu não quero comer peixe’, respondeu a menina.

‘Você vai fazer o que eu mando, menina. Sente-se e coma’, disse o pai.

Suspirando, a menina então sentou-se e comeu o peixe. Enquanto comia, ela ouviu seu irmão pequeno cantando para si mesmo. Antes que ele terminasse as palavras da canção, o prato de comida caiu das mãos a menina e ele sentou-se calmamente defrente para ela. O menino cantou:

Quão miserável é para as mulheres comerem a carne de seu marido,
Quando elas tomaram seus maridos como os mais amados,
Pois durante sua ausência seus maridos foram tirados
Como um pequeno peixe do rio para o alimento de sua família.

A menina, ao ouvir esta terrível canção, correu de sua casa e foi rapidamente para a margem do rio, ela cantou a canção mágica, mas seu marido não veio. Então a garota cantou:

Oluweri, Oluweri, deusa do rio,
Eu agora voltei com olhos de prata e cabelos como estrelas
Oh, se é que meu marido está morto
Deixe a face do rio correr sangue vermelho
Ou se meu marido ainda vive, que venha à superfície
Lá ele contemplará sua amada que eles enviaram cruelmente para longe

Nesse instante, a superfície da água ficou vermelha de sangue e a menina soube que seus pais haviam matado seu marido. Ela pulou no rio e, ao invés de se afogar, ela afundou nas águas do rio e tornou-se uma onijegi. E as pessoas dizem que ainda uma pode-se ouvir uma onijegi cantando baixinho em Idunmaibo.

Traduzido do conto nigeriano 'The Fish Husband'.