A tecnológica cauda de “Aquamarine” [2006]

Sara Paxton interpreta uma sereia que acaba em uma piscina e faz amizade com duas meninas em “Aquamarine”, uma comédia adolescente baseado no romance de Alice Hoffman. A atriz disse que interpretar uma sereia foi incrível, pois ser uma sereia era seu sonho desde que era criança. No set de filmagem, a rotina era dura:

“Eu levava quatro horas fazendo maquiagem por dia, porque levava duas horas para fazer o cabelo e a maquiagem e então duas horas e meia para enfiar o meu corpo na cauda, prendê-la, colá-la, retocá-la, pintá-la, tudo, e em seguida, eles me colocavam em uma lona, com cinco caras me carregariam em uma maca como se eu fosse a Cleópatra. E eles me sentavam no chão e me colocavam na piscina. Foi uma experiência interessante.”

A atriz também explica que haviam quatro caudas diferentes, sendo uma delas animada por tecnologia, de modo que se movia sozinha. Nadar era a parte difícil, uma vez que a causa pesava 45 quilos e tinha cerca de 2,5 metros, mas depois de se acostumar Sara disse que nadava realmente mais rápido, uma vez que a cauda era dobrável. Além disso, o estúdio exigiu que a atriz tivesse um mês de aula de natação antes das filmagens.

montagem 2Para fazer a cauda, primeiro foi necessário tirar o molde da atriz. Dele, foi feito um manequim, e a partir dele foi feito um molde básico do formado da calda – como se fosse um manequim da cauda. Ela foi lixada, e depois foram encaixados dois moldes – um da parte da frente e o outro da parte de trás. Feitas de espuma, silicone e látex pigmentado, por cima da cauda é feita uma pintura machada, para dar um toque mais natural – com cara de pele de peixe. A sutil variação de cores é conseguida com o aerógrafo, uma espécie de canete que usa tinta pulverizada com ar comprimido. De grosso mode, é como se fosse uma tinta spray. Finalmente, são coladas as escamas (cinco mil no total), algumas em blocos e outras coladas uma a uma. A cauda também é feita com uma ondulação, para ficar mais natural – uma cauda reta dificilmente convenceria o público.

Como disse a atriz, foram feitas quatro caudas, sendo que uma dela era controlada por computador, sendo possível fazer os mais complicados e sutis movimentos, que uma cauda comum geralmente não realiza, dando a impressão de um músculo real.

A atriz também disse que, embora gostasse muito da cauda, não foi possível ficar com ela após as filmagens. Sendo de látex no interior, uma vez entrava água dentro a atriz se sentia como uma “esponja”, e não podia se mover.

Nesta visão de uma sereia, Aquamarine só pode ter pernas humanas quando o sol já se pôs e ela está completamente seca. Ao contrario da maioria de sua antecessoras sereias, não há nada de estranho ou hesitante sobre a personagem: confiante, ela se atira ansiosamente para a exploração do mundo dos seres humanos.

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Bibliografia:
Sara Paxton Gets to Live a Dream with “Aquamarine”. Acesso em 20 de Julho de 2014.
Sara Paxton is “Aquamarine”.Acesso em 20 de Julho de 2014.
Aquamarine.Acesso em 20 de Julho de 2014.
Aquamarine : released 2006. Acesso em 20 de Julho de 2014.
Como fazer? Caudas de sereia.“Acesso em 20 de Julho de 2014.

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