Sam e a Sereia

The Fisherman And The Siren. De Knut Ekvall.Antes de haver qualquer navio a vapor, os navios navegavam com velas através do Atlântico. O atlântico tinha quinze milhas de profundidade e havia sereias naqueles dias. E se você chamasse o nome de qualquer pessoa no navio, elas diriam: ‘Me dê’. E se você não dessem, elas viravam o navio. Assim, o capitão teve que mudar o nome dos homens para diferentes objetos – machado, martelo, mobiliário.

Sempre que ele queria que um homem fizesse algo, ele dizia: ‘Martelo, vá para o convés e olhe’. A sereia gritaria: ‘Me dê o martelo’, e então eles jogavam um martelo para ela, e o navio seguia adiante. O capitão poderia dizer: ‘Machado, vá para a sala de madeira e coloque fogo na caldeira’. Em seguida, a sereia diria: ‘Me dê o machado’. Então eles jogavam um machado de ferro. No dia seguinte,e ele dizia: ‘Móvel, vá para baixo da cabine e arruma essas camas’. Então a sereia gritaria: ‘Me dê esse móvel’. Então eles teriam que jogar um móvel ao mar.

Um dia, o capitão cometeu um erro, esquecendo e dizendo: ‘Sam, vá para a cozinha e faça uma sopa’. A sereia gritou imediatamente: ‘Me dê Sam’. Eles não tinham nada no navio chamado Sam, então eles tiveram que jogar Sam ao mar. Assim que Sam bateu na água ela o agarrou. Seu cabelo era tão longo que poderia envolvê-lo tão bem que ele nem se molharia. E ela nadava tão rápido que ele poderia respirar debaixo da água. Quando ela chega em casa, ela entra e desembrusam Sam de seu cabelo, dizendo ‘Oh, você com certeza parece bonito. Você gosta de peixe?’ Sam diz: ‘Não, eu nem mesmo cozinho peixes’. ‘Ah, então iremos nos casar’. Então eles se casaram.

Depois de um tempo, Sam começou a sair com outras sereias. Uma amiga ficou com ciúmes dele e de sua esposa, então elas brigaram por Sam. A esposa a chicoteou e disse: ‘Você nunca mais verá Sam’. E ela disse: ‘Eu vou tirá-lo de você’. Então um dia a amiga de Sam perguntou se ele não queria voltar para sua terra natal. Ele diz que sim. Então, ela o agarrou, o envolveu com seu cabelos do mesmo jeito e nadou tão rápido quanto sua esposa quando estava carregando-o, de modo que ele pudesse respirar. Quando ela chegou em terra, ela colocou-o no chão. ”Agora se ele não pode ficar comigo ele com certeza não ficará com ela’. Essa foi a experiência de Sam na casa das sereias no fundo do mar.

Então ele disse a outros homens como sua casa era, toda arrumada com móveis e outras coisas. Não havia nenhum outro homem lá – provavelmente é por isso que não há mais sereias. Sam disse que elas tinham os lábios roxos, exatamente como as mulheres os pintam hoje. Sam viveu com as sereias durante seis anos, e contou que as casas das sereias eram construídas iguais as dos jacarés, construindo-as na parede do mar, tendo quase seis metros de comprimento.

Traduzido de ‘Dorson R. M. Folktales Told around the World, The University of Chicago Press, Chicago and London 1975 pp.484-485.’

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