A Criatura da Destruição

a criatura“She Creature”, primeiramente anunciado como o nome de Mermaid Chronicles Part 1: She Creature, é um filme feito para televisão em 2001 estrelado por Rufus Sewell , Carla Gugino e Rya Kihlstedt e dirigido por Sebastian Gutierrez. Esse filme foi o primeiro de uma série de filmes que homanagearam filmes antigos que tinham o mesmo nome, embora não sejam refilmagens desses filmes.

“A Criatura da Destruição” conta a história de Angus Shaw e sua esposa, Lilian, que estão viajando para o campo no início do século 20. Eles fazem parte de uma trupe que promete um show de criaturas e monstros, mas que na verdade são só atores usando fantasias e que são apresentados ao público usando efeitos de espelho e fumaça para enganá-los.

Lilian acredita que poderia oferecer um show mais incrível fingindo ser uma sereia, mas uma noite um marinheiro mostra a Lilian e Shaw uma sereia de verdade que eles tinham. Espantados, e sabendo a fortuna que poderiam fazer exibindo-a, eles decidem roubar a criatura. No entanto, durante sua viajem para a América, eles acabam descobrindo que a criatura gosta de sangue humano. Ao tentar matar um dos tripulantes, Shaw atira nela e ela desfalece. Mas quando ela acorda e percebe que sua cauda foi arrancada, ela se transforma em uma criatura horrível e mata todos da tripulação, e Angus tenta matá-la atirando em seu peito. A criatura furiosa o mata com suas barbatanas, mas curiosamente ela não mata Lilian e volta para o mar, onde milhares de outras sereias aparecem.

A Stan Winston Studio foi a escolhida para fazer os efeitos especiais do filme, e tiveram que trazer à tona uma sereia sem precedentes na história so cinema. “A sereia que nós precisávamos criar para esse filme tinha que ser muito mais orgânica… e não parecer de nenhuma forma uma mulher usando uma roupa de sereia”, disse Stan. Com um orçamento limitado de 3,5 milhões de dólares e um cronograma de apenas três semanas, era uma tarefa bastante complexa. O principal conceito por trás da sereia era sua capacidade de transformar sua aparência inicial para a de uma criatura muito mais monstruosa e abissal. Ela é, na verdade, uma Rainha da sua espécie, que vivem me ilhas remotas no oceano. Ela é capaz de influenciar psicologicamente os seres humanos e induzir pesadelos. Abaixo estão as primeiras imagens de como seria a sereia do filme:

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A primeira ‘versão’ que vemos da sereia é interpretada pela atri Rya Kihlstedt – o processo de sua maquiagem durava três horas todos os dias. Mãos protéticas com membranas foram esculpidas, fundidas em látex e usados como luvas pela atriz. Foram necessárias várias perucas para que se chegasse ao resultado esperado – os primeiros desenhos a mostravam com um cabelo que lembravam algas e testáculos. Mas eles não foram considerados atraentes o suficiente e foram descartados em favor do resultado final – um cabelo longo que lembrava algas com diferentes cores. Dentes artificiais, que lembravam piranhas, foram construídas por David Beneke.

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A sereia passa a maior parte do tempo em um aquario, projetado especificamente para esconder certas partes do equipamento e seus mecanismos. Quando a sereia foi interpretada pela atriz, foram usadas uma combinação de atuação e cauda mecânica em tamanho real, movido por Richard Landon, abaixo do tanque. O problema era que a cauda tinha que ser reconhecível e inovador ao mesmo tempo. Shane Mahan disse: “Estávamos procurando por algo que fosse, obviamente, uma sereia, mas quando você olhasse para ela, visse que era real!”. Para isso, era imperativo que não fosse possível ver as pernas da atriz. Mahan conta que foram feitas muitas pesquisas, e que na maioria dos filmes feitos antes era possível ver os joelhos dentro da cauda. Desse modo, a atriz foi digitalmente combinada com uma cauda animatrônica. Em algumas cenas também foi utilizada um boneco de tamanho real que pesava cerca de 90kg.

É no clímax do filme que a criatura finalmente revela sua aparência monstruosa. Alguns modelos foram construídos para possibilitar a transformação “de atriz para monstro”, e sua cabeça foi pminiaturarojetada para refletir seu status de rainha, com uma longa crista adornando sua cabeça – de fato, a cabeça foi esculpida separada da cabeça por uma equipe separada de escultores. Extesões metálicas foram usadas para criar as longas mãos da sereia, e seis farpas de aço servem como armas perfurantes da sereia. O projeto também teve que ser feito com a idéia de que o filme se passava em 1900: “Eu acho que se o projeto fosse mais moderno, ele poderia não ter funcionado muito bem”.  Nesse momento, saiu a atriz Rya Kihlstedt e entrou a bailarina e atriz Hannah Sim. Um processo foi utilizado para a parte superior da sereia – combinando o ‘corpo’ da sereia com a parte inferior de seu corpo. As pernas da atriz eram dobradas dentro do corpo e foi necessária uma grande força para fazer ângulos específicos enquanto estava dentro do boneco: era necessário que a sereia andasse como uma enguia.

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Fontes:
Monster Gallery: She Creature (2001). Acesso em 01 de Abril de 2015.
The Queen of the Lair. Acesso em 01 de Abril de 2015.

A história e representações do Bispo do Mar

O Bispo do Mar, por Jean Sluperji

A existência do Bispo do Mar foi documentada pela primeira vez em 1433, quando um espécime foi encontrado nadando no mar Báltico. A criatura foi capturada e dada como tributo ao Rei da Polônia, que ficou tão feliz que se recusou a devolver o animal ao seu ambiente aquático.

Através de um conjunto de circunstâncias desconhecidas, um grupo de bispos católicos conseguiram uma audiência com a criatura encarcerada. Infelizmente, os registros oficiais deste encontro não são conhecidas, tendo sido perdidas, destruídas ou escondidas – se é que isso realmente aconteceu.

Segundo a lenda, o peixe fez um gesto para os bispos, aparentemente comunicando seu desejo de ser libertado. Os bispos tentaram convencer o rei de que o animal deveria ser devolvido ao mar, e eventualmente o rei permitiu. Uma vez libertada, a grata criatura supostamente fez o sinal da cruz antes de mergulhar nas profundezas do oceano.

Outra história, mais trágica, supostamente aconteceu na Alemanha, em 1531, quando um Bispo foi capturado ao largo da costa alemã, mas a criatura recusou os alimentos de seu captor e morreu depois de apenas três dias. No entanto, uma outra história detalha um “aparentemente estranho peixe” pego no Atlântico Britânico. Descrito como “Uma criatura pacífica que parecia ter a mitra de um bispo”, este animal também morreu logo depois, e seu corpo foi devolvido ao mar.

Apesar de os relatórios não estarem claro se o Bispo tinha uma capacidade de falar ou era dotado simplesmente de um intelecto avançado o suficiente para se comunicar através de formar rudimentares ou língua de sinais, é óbvio que aqueles que narraram as histórias sentiam que as criaturas possuíam uma sensibilidade quase humana.

O Bispo de Guillaume Rondelet.

Originalmente publicado em Libri de Piscibus Merinis, em 1554, o cientista Guillaume Rondelet baseou seu Bispo do Mar em um registro que ele recebeu de um médico, Gisbertus Germanus, que disse ter visto a criatura na Polônia. Rondelet era cético, e afirmava que havia omitido em seu desenho os diversos relatos “fabulosos” que haviam sobre a criatura.

“Eu apresento a imagem do monstro exatamente como a recebi”, disse ele. “Se é verdade ou não, eu nem afirmo e nem nego”.

O peixe fez uma aparição no final do século 16 no livro Des Monstres de Ambroise Paré’s, usando roupas pontificais. Não se sabe se o próprio Paré era um católico devoto, mas poucos meses antes de sua morte ele supostamente enfrentou o Arcebispo de Lyon em nome dos pobres e famintos em Paris. A animosidade religiosa estava em alta durante a vida de Paré’s e por séculos depois dele, por isso não é coincidência que alguns dos monstrons tenham semelhanças marcantes com clérigos. O crescente período de conflitos religiosos chamava maior atenção aos monstros e mudava as explicações oferecidas por eles, de pecados, ganância e vaidade para os pecados de heresia, blasfêmia e vaidade.

Quatro anos depois, em 1558, Conrad Gerner publicou em Zurique seu livro Historiae Animalium, onde relatava que dois monstros haviam sido pegos do mar: um “Wassermünch” (um monge do mar), encontrado na Noruega, de acordo com ele, “na nossa época”, que parecia com um monge, e um outro, um Bispo do mar, encontrado na Polônia.

O Bispo de Richard Breton.

A imagem do Bispo do mar continuou a mesma por alguns anos, até que em 1562 um impressor chamado Richard Breton publicou uma imagem mais assustadora no livro Le Recueil de la Diversité des Hábitos (autor desconhecido). Seu bispo do mar apareceu em um livro sobre estilos de roupas locais e estrangeiras no mesmo ano – o livro não era realmente sobre moda, mas sim como um livro para pessoas lerem como forma de diversão e curiosidade, uma vez que as experiências marítimas no século 16 geralmente resultavam em morte. Como renascentistas, iluministas e naturalistas descobriam animais mais exóticos, eles geralmente usavam analagias familiares para descrever o que haviam encontrado, e a descrição de Rondelet pode ou não pertencer a essa tradição.

Ao mesmo tempo, muitos católicos e protestantes totalmente desprezavam uns aos outros, e monstros de aparências clericais eram uma maneira de criticar os seguidores da religião oposta. Protestantes fervorosos fizeram o Bispo do Mar não só mais feio do que Rondelet, mas também teve o cuidado de dar-lhe um traje mais elegante (note o bordado da capa da criatura). Será que Breton queria que as pessoas entendessem sua imagem literalmente? Pode ter sido uma simples sátira, embora os assustadores desenhos fossem divulgados pro Martinho Lutero e Philipp Melanchthon para avisar os católicos que seguiam líderes terríveis.

O Bispo de Caspar Schott.

Em 1662,  o cientista Caspar Schott publicou várias figuras marinhas no livro Physica Curiosa. Entre elas um peixe semelhante a um monge e uma outra parecia com um bispo. Schott era estudante e colaborador de longa data do jesuíta alemão Athanaiu Kircher. Além de editar e defender as obras de Kircher, Schott publicou alguns livros de sua autoria.

O Bispo de Johann Zahan.

Em 1696, trinta e quatro anos depois de Schott, o cientista Johann Zahan publicou no livro Specula Physico-Mathematico-Historica uma representação de um monstro marinho parecendo vagamente como um clérigo. É notável a semelhança de seu desenho e a de Schott, e Zahan escreveu ao lado da criatura que ela foi retirada das águas geladas do mar Báltico em 1531 – é provável que ele estivesse se referindo à criatura capturada na Alemanha, pois não existe nenhum outro registro de nenhum outro Bispo capturado naquele ano.

Alguns pesquisadores acreditam que o Bispo poderia ser uma espécie de arraia deformada, cujas características teriam uma ligeira semelhança com as de um homem. Mas se os Bispos do Mar eram na verdade alguma raça que já conhecemos deformada, ou uma nova espécie, a questão é que vai continuar assombrando muitas pessoas.

Bibliografia:
Bishop Fish“. Acesso em 23 de Julho de 2014.
Monkfish, anyone? The strange story of the Polish sea-bishop“. Acesso em 23 de Julho de 2014.
Monsters“. Acesso em 23 de Julho de 2014.
Sea Monsters“. Acesso em 23 de Julho de 2014.

A lenda das lágrimas da Sereia

vidro do oceano

Vidro do Mar (também conhecido como vidro da praia, lágrimas de sereia, lágrimas da sorte, e muitos outros nomes) é o vidro encontrado nas praias ao longo do oceanos ou grandes lagos que foi tombado e suavizado pela água e areia, criando pequenos pedaços de vidro liso, fosco.

As sereias podiam mudar o poderosos curso da natureza, mas foram proibidas a fazê-lo por Netuno, deus do mar. Em uma noite escura, devastada pela tempestade, com velas se rasgando e mastros se quebrando, uma barca lutava para encontrar segurança em uma costa. A barca estava familiarizada com uma sereia que nadava ao seu lado… ela tinha resistido a muitas navegações com o navio e o seu capitão. Enquanto o navio lutava para aguentar os violentos ventos, o capitão perdeu o domínio sobre o mastro, tombando perigosamente perto do mar revolto. Em um instante, a sereia acalmou o vento e domou as ondas, mudando o curso da natureza e salvando a vida de um homem que ela tinha crescido amando de longe. Por causa de seu ato impetuoso, Netuno baniu a triste sereia para as profundezas do ocenao, condenando-a por toda a eternidade a nunca voltar à superfície ou nadar com os navios novamente. A partir deste dias, suas lágrimas apareceram nas praias como vidros do mar: tesouros cristalinos em cores mágicas, um lembrete eterno do amor verdadeiro.

Bibliografia:
The Legend of Mermaid tears
Vidro do mar

Lenda da Sereia da Praia

sereia da praiaA lenda passa-se no tempo do povoamento da ilha, quando os lugares ainda não tinham nome. Numa noite de lua cheia um pescador avistou a boiar calmamente sobre as águas, em direcção à praia, uma mulher de longos cabelos negros e olhos castanhos, que ondulavam como o mar na aragem. Nua da cintura para cima, o seu corpo era de uma beleza única e esplendorosa, com um rosto de extrema suavidade.

O pescador, no areal, ficou deslumbrado com tão rara visão. Espantado e curioso, aproximou-se para averiguar, e quando já estava muito perto da mulher, que brincava nas águas envoltas em luar, percebeu com algum medo que o pescoço da mulher se encontrava desfigurado pelo que lhes pareciam guelras. Da cintura para baixo, apresentava a anatomia de um peixe. Uma sereia!, exclamou o homem espantado com a visão.

Perdido entre o medo e a aflição de não saber o que fazer, e consciente das histórias que se contavam das sereias que encantavam os homens e que os levavam para nunca mais serem vistos, o pescador julgou ser obra do diabo e começou a esconjurar a aparição. Mal o fez, a mulher presa no corpo de sereia voltou a ser simplesmente mulher, saindo das águas nua e pura, envolta em luar.

A lenda não informa se os dois foram felizes para sempre, mas está na origem do nome atribuído a esta praia no mapa feito pelo cosmógrafo real Luís Teixeira em 1584, para Filipe II de Espanha, aquando da sua viagem aos Açores nesse ano, que lhe atribuiu o nome de Plaia Hermosa – Praia Formosa.

Fonte.

As douradas sereias de Charmed

charmed“A Witch Tail” é o primeiro episódio da quinta temporada da série Charmed, que foi ao ar no dia 22 de Setembro de 2002. Nesta parte da história, as personagens Piper, Phoebe e Paige ajudam a sereia Mylie, que precisa de ajuda depois de fazer um pacto com a Bruxa do Mar, um ser mágico malévolo conhecido por tentar as sereias a desistirem de sua imortalidade pelo amor de um ser humano. Ele então recolhe sua essência imortal, a fim de negociar com poderosos demônios.

Mylie precisava encontrar seu amor em 30 dias, e conheceu um homem chamado Craig Wilson, mas ele não declarou seu amor no tempo esperado. Com a ajuda das personagens da série, Mylie mostra a Craig quem ela realmente é – uma sereia, e ele se assusta e foge. A sereia ficou triste, e a Bruxa do Mar convence-a a desistir de sua imortalidade. Felizmente, Craig muda de idéia, confessa seu amor e Mylie torna-se uma humana comum. No final do episódio, Phoebe, Paige e Piper querem procurar a Bruxa do Mar por causa de Myllie. Elas lançam um feitiço contra a Bruxa, e Phoebe vira uma sereia. Elas conseguem derrotar a Bruxa, mas Phoebe não vira humana, e se recusa a voltar para à Terra.

Phoebe acaba presa em um barco de pesca. Ela ainda quer ser uma sereia, e quer ficar na água. Resgatada, Phoebe é colocada em uma banheira. No final, ela acaba tornando-se humana novamente, e assina os papéis para divorciar-se de seu marido, apesar de ainda amá-lo.

Apesar das duas atrizes usarem cauda e top parecidos, me parece claro que existem pelo menos dois tipos de cauda: uma “dura”, para a qual ela têm que ser carregada; e outra, que parece ser feita de tecido, que permite à atriz ficar de pé e de joelhos – essa foi sem dúvida a única vez que vi uma sereia, com cauda, “andando”.

Depois do sucesso deste episódio, o produtor executivo da série propôs um spin off chamado “Sereia”, que seria centrado na sereia Nikki, resgatada por um jovem em Miami. Matt Johnson, o salvador, é um advogado que vive com um olega de quarto e está envolvido com a filha de seu chefe. Inicialmente, ele está totalmente descrente da natureza de Nikki. De acordo com a mitologia da série, as sereias são criaturas cuja evolução occoreu debaixo d’água. As sereias são originárias de uma cidade submersa e têm habilidades sobrenaturais, incluindo força sobre-humana, ler as emoções, ver no escuro e sentir conexões com outras criaturas do mar. No entanto, outras criaturas que também começaram sua existência debaixo da água começaram a se adaptar na terra, como Eric Luger, que está caçando Nikki, que por sua vez tenta ter uma vida normal, trabalhando como garçonete enquanto vive com Matt. Ela começa a ajudar Matt, como o vilão Luger explica: as sereias são feitas para protege os inocentes, está “em seu sangue”.

Depois de passar por 300 garotas, o produtor executivo escolheu Nathalie Kelley como intérprete de Nikki. Apesar de ter uma boa chance virar um sucesso, quando os canais The WB e UPN foram incorporados pela rede The CW, começaram a se falar dos riscos que haveria caso o episódio não fosse bem aceito, e além disso os estúdios Paramount e CBS cortaram o orçamento pela metade.

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Bibliografia:

Mylie. Acesso em 11 de Setembro de 2014.
Mermaid (Pilot). Acesso em 11 de Setembro de 2014.
A Witch’s Tail, Part 1/Plot. Acesso em 11 de Setembro de 2014.
A Witch’s Tail, Part 2. Acesso em 11 de Setembro de 2014.
A Witch’s Tail, Part 2/Plot. Acesso em 11 de Setembro de 2014.

Talk Dirty To Me Part III [1984]

Tract (1)“Talk Dirty To Me Part III” é um filme pornográfico do ano de 1984. Parodiando o filme “Splash”, Talk Dirty tem John Leslie no papel principal e Traci Lords como a sereia. Em 1986, foi revelado que Traci Lords era menor de idade quando o filme foi filmado, e o filme teve que ser re-editado com Lisa De Leeuw substintuindo-a. O filme foi relançado em 1989.

Até onde se sabe, esse é o único filme pornô que envolve sereias. O filme tem um enredo claro – uma sereia vai para um hotel de nudismo na Califórnia determinada a transar com um homem. Infelizmente, não é possível falar muito da cauda, pois o filme é escuro e não existem fotografias que mostrem qualquer detalhe das filmagens – obviamente, esse não era o foco.

De acordo com a autobiografia de Traci Lords, além de ganhar um prêmio por este filme ele também impulsionou sua carreira. De acordo com ela, suas aventuras na piscina “se espalharam através do mundo pornô como fogo”, fazendo-a a atriz mais procurada para filmes pornôs.

Curiosamente, existem fotografia de uma sessão de fotos que Tracy Lords fez (data indeterminada). Apenas pela fotografia percebe-se que a qualidade da cauda é melhor, embora a barbatana não seja lá aquelas coisas. Achei o sutiã com os colares de pérolas pendurados um toque bem interessante.

Veja abaixo três imagens do filme e outras três fotos da sessão:

 Tracy Lords  (1) Tracy Lords  (2) Tracy Lords  (3)
 Tract (2) Tract (3) Tract (4)

Bibliografia:
Reviews & Ratings forTalk Dirty to Me Part III;
Talk Dirty to Me Part III;

A história e representações do Monge do Mar

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Ilustração do livro “Monachus marinus” de 1555.

Em algum momento durante 1545-1500, o rei dinamarquês Cristiano III enviou para o Sacro Imperador Romano Carlos V, então na Espanha, desenhos de um estranho animal que havia sido pego em Öresund, o estreito entre a ilha de Sjælland (Dinamarca) e a Suécia.

A criatura foi descrita como tendo

“uma cabeça e rosto humanos, assemelhando-se na aparência dos homens com cabeça tosquiada, a quem chamamos de monge por causa de sua vida solitária; mas a aparência das suas partes inferiores, tendo um revestimento de escamas, mal indicava o tronco e os membros e juntas do corpo humano. Pela ordem do rei esta abominável criatura foi imediatamente enterrada no solo, a fim de que não aconteça, como o novo e incomum faz, fornecer um assunto fértil para conversas ofensivas.”

Essa estranha criatura despertou o interesse em toda a Europa, e seu apelo para o Imperador foi tanta que um cronista alegou que, como resultado, o rei Cristiano foi incluído em uma aliança formada no ano de 1550 entre o Imperador e os escoceses. O historiador William M. Johnson observou que a face do Monge tinha uma semelhança impressionante com São Francisco de Assis.

Os Monges de Guillaume Rondelet (1554) e Pierre Belon (1553).

Segundo Conrad Gerner, houveram mais três casos de Monges capturados: em 1530, 1546 e 1549. Curiosamente, o monge de 1546 era negro.  Na obra “Annales” de John Stow, ele registra a captura de uma dessas criaturas, onde no ano de 1187 um peixe com forma de homem foi retirado do mar perto de Suffolj, e mantido em custódia em um castelo. Durante mais de seis meses, ele não falou nenhuma palavra e comeu apenas peixe cru. Muitas vezes, era levado para a igreja, onde “não mostrava nenhum sinal de adoração”. Depois, quando estava com uma aparência não muito boa, o homem-peixe fugiu para o mar e nunca mais foi visto.

 

As delicadas sereias de “Die kleine Meerjungfrau” [2013]

posterFilme alemão do ano de 2013, Die kleine Meerjungfrau conta a história da pequena sereia de Christian Anderson. O filme faz parte da série “Sechs auf einen Streich” – seis filmes alemães inspirados nos contos dos Irmãos Grimm, Hans Christian Anderson e Ludwig Bechstein.

O filme começa com a história da sereia Undine, que vive com suas irmãs Aquarella e Melusine, e seu pai, rei do mar. Mas Undine quer mais do que apenas pentear seus cabelos dourados: um dia, ela salva o príncipe Nikolas e se apaixona por ele. Assim que acorda, Nikolas se apaixona pela princesa Undine, que logo desaparece assim que vê outras pessoas. Undine começa a observar e poderosa bruxa do mar Mydra, e diz que seu desejo é trocar sua cauda por pernas. A bruxa concede seu desejo, mas com uma condição: ela não poderá falar, e caso o príncipe não a beije, ela virará espuma. Além disso, cada passo será muito doloroso para Undine.

Na manhã seguinte, Nikolas vê Undine em uma pedra e a convida para seu castelo, que está em meio aos preparativos do casamento dele e de uma desconhecida Princesa Anne. Undine tem apenas alguns dias para conquistar o coração do príncipe, mas não consegue. Ele se casa com Anne. O único jeito que existe para que Undine não morra é se ela matar Nikolas com um punham que ganhou de Mydra. Undine entra no quarto dos recém-casados, mas não consegue matar o príncipe e joga o punhal no mar. Mydra aparece e explica a Undine que tudo não passou de um teste, e ela conseguiu: agora ela receberá uma alma, e poderá explorar o mundo.

Embora eu tenha achado muito interessante a combinação das tradicionais lantejoulas em apenas alguns lugares da cauda (e não nela toda), achei muito estranho que tenham decidido que a sereia não usaria os clássicos sutiãs de conchas: o material da cauda sobre até os ombros, formando uma espécie de vestido de uma alça. Se fossem pelo menos duas alças, ou nenhuma, acredito que a roupa teria ficado mais “verídica”. Além disso, é possível ver que a cauda é de um material muito flexível, parecido com látex. Em certos momentos, principalmente quando a atriz está sentada, é possível ver os contornos de seus joelhos (ao contrário das caudas usadas, por exemplo, na série “H2O”, onde a cauda era feita de látex, argila e outros materiais que deixam a cauda com uma aparência mais “pesada”).

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Die kleine Meerjungfrau (2013)

 

As sereias da atração “Viagem de Submarinho” na Disneylândia

Sereia jogando pérolas aos visitantes durante o desfile de 1959.

No verão de 1959, uma nova atração foi criada Disneylândia: um passeio de submarino. A abertura do parque mostrou oito sereias executando nado sincronizado em uma lago ao vivo. Elas também brincavam debaixo da água para o deleite dos convidados. Mais cedo naquele dia, quatro das sereias apareceram em um desfile, onde jogavam pérolas para os visitantes. Esses eventos foram capturados por câmera para o especial de televisão da ABC “Gala Day at Disneyland”.

Apesar do sucesso, as sereias não apareceram de novo, o que causou muitos debates. Em 1965, para celebrar o 10º aniversário da Disneyland, as sereias voltaram para a lagoa. A reação dos visitantes foi tão positiva que no ano seguinda um novo conjunto de sereias passaram a residir na lagoa. Aparentemente, essa foi a última temporada das sereias, embora tenha havido reclamação por causa de seu novo sumiço.

Os testes para sereia durante o ano de 1965 aconteceram na piscina do Disneyland Hotel, onde as exigências eram de que as meninas tinham de ter de 17 a 25 anos de idade, de 1,62 metros até 1,70 metros. De acordo com os relatos, os número de meninas foram fazer os testes variam de 90 a 300. Era necessário ter cabelos compridos e boas habilidades de natação. A jornada era de oito horas, alternando entre uma hora dentro da água e uma hora fora. Uma das partes dos testes consistia em ter seus braços, joelhos e tornozelos amarrados, para que pudessem nadar como golfinhos (com o corpo para cima e para baixo). Muitas meninas se recusaram a fazer o teste, e algumas entraram em pânico assim que chegaram a superfície.

O trabalho, embora pareça incrível, não era muito fácil. Cada vez que um submarino passava, as sereias tinham de mergulhar, fazer piruetas e acenar. Também era necessário sorri o tempo todo, mesmo e principalmente quando se estava na água, e sem soltar bolhas de ar. O salário era muito bom: na década de 60, o salário mínimo era de $1 dólar por hora, e as sereias recebiam nada menos do que $1.85 – quase o dobro. Além disso, nos fins de semanas marinheiros visitavam a Disneylândia e jogavam dinheiro na lagoa, que eram recuperados pelas sereias, que eram permitidas a ficarem com o “extra”. Susan Musfelt, que foi uma das sereias da Disney, deu esse incrível relato:

“Eu vivi uma vida mágica e sei que minha época como sereia foi fundamental para me dar a confiança necessária para aproveitar as muitas oportunidades que apareceram no meu caminho ao longo dos anos…. Eu amei o glamour de trabalhar na Disneylândia. Foi um sonho e uma honra trabalhar para Walt Disney.”

Eddie, aos 19 anos, durante os testes.

Uma mulher chamada Edie, que foi uma das sereias quando tinha dezenove anos, conta que é possível que as sereias tenham parado de aparecer por questões de segurança.

“Havia rumores sobre os produtos químicos, que uma menina tinha problemas nos olhos, e ouvi que uma outra machucou o braço enquanto nadava em direção a um submarino. Nós de fato tivemos pele seca, descoloração e secura dos nosso cabelos e pele, queimaduras solares e alguns problemas ao abrir nosso olhos debaixo d’água por causa do cloro e produtos químicos que ficavam na lagoa para manter o crescimento das algas para que a água ficasse clara para a visão dos submarinos.”

Embora as sereias tenham saído de cena em 1966, a Viagem de Submarino só seria fechada no outono de 1998, com a promessa de que um dia voltaria a abrir. Isso aconteceria em junho de 2007, com o recém-nomeado e remodelado “Viagem de Submarino Procurando Nemo”. No entanto, não existem mais sereias.

Veja abaixo mais fotos das sereias dos anos 1966-1967:

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 Disneylandia (7) Disneylandia (8) Disneylandia (9)
Disneylandia (1) Disneylandia (3) Disneylandia (2)

Vídeo do desfile de 1959 (as sereias aparecem jogando pérolas aos 45 segundos de vídeo):

Vídeo da abertura da atração “Passeio de Submarino”, mais tarde naquele mesmo dia (as sereias aparecem de 5:50 até 8:49):

Bibliografia:
KORKIS, Jim. “The Disneyland Mermaids
I’m really a mermaid
Fun Facts ‘n trivia: Vintage Mermaid Dream Job
 Diary of a Disneyland Mermaid
 Minimum Wage and What It Buys You: 1950s to Now